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(no subject)

March 28th, 2008 (03:50 pm)
cheerful

current mood: cheerful

Nick estava repousando em sua cadeira de balanço movida a água. Era extremamente relaxante estar ali, enquanto ouvia de fundo os sons que sua casa de campo reproduzia do lado de fora. O barulho de freio de carro e gritos alvoroçados os despertaram. Seus netos estavam ali.

 

João passou como um furãcão pela cozinha, tirando tapetes, cadeiras e o gato do seu lugar. Saltou em direção ao avô, que perdeu o fôlego pelo peso repentino. Logo atrás veio Nicole, com um sorriso estampado no rosto, erguendo as mão em direção ao avô, pedindo colo também.

 

_Sai daqui sua chata, eu cheguei primeiro - reclamou João, fazendo bico.

_Tem espaço para todos nós - sorriu Nick, acomodando a menina do seu lado direito.

_CRIANÇAS! Vocês já estão atrapalhando o cochilo do seu avô - Clara veio atrás de seus filhos, arrumando as coisas que João já havia tirado do lugar.

_Eles nunca atrapalham! - respondeu seu pai.

_É mãe! A gente nunca atrapalha! - repetiu João com um sorriso travesso. E voltando para seu avô - Vôôôô, conta aquela história do menino que não tinha televisão?

_Ééééééé... eu adora essa história. - concordou Nicole.

_Está bem! - Nick se ajeitou na cadeira e começou a falar...

 

"Era uma vez, em um tempo muito muito distante, um menino que brincava com seus carrinhos feitos de madeira. Nesta época, não havia computador, video game, telefone sem fio e nem televisão."

 

_Nem televisão??? - Nicole arregalou os olhos.

_Fica quieta! - retrucou João.

 

"Nem televisão. Era uma época onde as crianças brincavam na rua, e os brinquedos eram feitos de madeira. Era muito divertido na verdade, pois eles tinham que inventar os jogos para se divertir. Mas então, neste dia, o pai do menino, um sujeito muito bom e humilde, veio carregando uma caixa enorme do trabalho. Ele chamou todos da casa para verem a novidade. Ele havia comprado uma televisão!

 

O menino ficou radiante com o que via. Ele já tinha ouvido falar do aparelho, mas nunca tinha visto um. Sua mãe se apressou a tirar os bibelôs da estante, para dar espaço àquela caixa preta. Enquanto o pai ia buscar uma extensão, ele ficou ali, observando a tela preta e imaginando aos lugares que ela iria leva-lo. Quantas pessoas novas ele conheceria? Ele estava muito ansioso.

 

Seu pai voltou e ligou a televisão. Ela brilhava tanto! Cenas começaram a surgir na tela, passava uma novel, que não me recordo mais o nome. Imediatamente o menino pregou os olhos na televisão. Foi amor a primeira vista.

 

A mãe dele ficou preocupada. “Logo ele esquece, quando não for mais novidade” retrucou o pai. Mas isso nunca chegou a acontecer.

 

Todos os dias, o menino voltava da escola, corria com a lição de casa, só para poder assistir televisão. Desenhos, novelas, telejornal, programas de auditório, tudo ele via. Sabia de cor a programação de todos os canais. Imitava todos os comerciais. Tinha um repertorio de assuntos imenso, pois tudo que via virava papo na escola no dia seguinte. Ele até parou de fazer travessuras, apenas para não ficar de castigo e sem a tv.

 

Até que, um dia, faltou luz. Como ele ficou chateado! Não havia jeito para ver sua amada telinha. Então, neste momento de ócio, ele teve uma idéia!”

_O que é ócio vovô? – perguntou João, interessado.

_É quando não se tem nada para fazer.

 

“O menino estava muito curioso para saber como é que as imagens chegavam até aquela telinha que ele tinha. Como seria possível que ela chegasse por aquele cabo tão estreitinho? Resolveu que abriria a tv e olharia ela por dentro. Porem, e para a sorte dele, seu pai chegou a tempo de impedir que ele o fizesse. Ele provavelmente a quebraria. Era só uma criança.

 

Então o pai deu o manual da televisão para ele ler. E ele devorou aquilo em pouco tempo. Ficou maravilhado em saber como era o funcionamento do aparelho. Era quase tão especial quanto a televisão em si.

 

A partir daquele dia, o menino decidiu que leria tudo sobre televisões. E foi assim que aconteceu.

 

Com o passar do tempo, as coisas foram evoluindo e melhorando, e a televisão ficando maior, e ganhando acessórios, como o vídeo cassete.”

 

_Vídeo cassete? – indagou Nicole.

_Sim, vídeo cassete – Nick riu – Era um aparelho que se passavam fitas. Você podia gravar coisas nessas fitas e assistir a hora que quisesse. Ele é o bisavô do DVD.

_Ahhhhh

 

“E então o menino foi crescendo, e ficando extremamente viciado em conhecer todas as novidades sobre a televisão, e por conseqüência, sobre todas as novas tecnologias. Tudo que tivesse botões ele estava procurando ler a respeito e, se possível adquirir os produtos, embora fosse tudo muito caro.

 

Quando ele fez 18 anos, seu pai resolveu perguntar se ele queria um carro de presente. E a resposta dele foi “Não, eu quero uma televisão com vídeo cassete”

 

E foi exatamente isso que ele ganhou! Não havia pessoa mais feliz naquele lugar que ele. Agora ele poderia pesquisar e gravar tudo sobre tecnologia que ele pudesse.

 

E, quando ele começou a ter um grande monte de fitas, e não tinha onde guardar mais, surgiu o computador. A emoção que ele sentiu na primeira vez que usou um deles foi a mesma de quando viu a tv pela primeira vez. Ele se sentia uma criança de novo. Juntou todo o dinheiro que ele tinha e comprou seu próprio computador!

 

A paixão dele era tanta por aqueles aparelhos que ele resolveu fazer faculdade de Programação Visual, que tinha tudo a ver com o assunto. Quanto mais ele estudava, mais ele se apaixonava.

 

E assim ele foi vivendo, sempre interessado em todas as novidades. O vicio era tanto que todos os donos de lojas do ramo já o conheciam pelo nome.

 

E, quando ele achou que já sabia tudo sobre tudo, e que as coisas não podiam chegar mais além, eis que surgiu a internet! E um mundo novo se abriu pro menino, que agora já era um homem.

 

Era tanta coisa para ler, tantas informações, vindas de tantos lugares que ele simplesmente estava ficando louco! Ele não tinha mais tempo para nada. Passava dias e noites lendo e estudando. E quanto mais ele achava que sabia, mas coisas apareciam. Era um sem fim de informações, novidades, mudanças, atualizações que era dificílimo absorver tudo. Mas, por outro lado, a rede permitiu a ele conhecer mais pessoas que eram, como ele, fascinadas pelo assunto. E ele trocava informações com elas, fazendo um grupo de estudos, o que facilitava as coisas, porque ele podia dividir os assuntos e compartilhar apenas o que achavam importante. Porem, para reunir as pessoas estava ficando muito difícil, porque cada uma tinha um horário, especialmente quem tinha internet discada...”

 

_Internet DISCADA??? Como era isso vovô? – perguntou João, muito atento a historia.

_Faz muito tempo atrás, as pessoas usavam a linha do telefone para ter internet. Era como se você ligasse para o lugar que tinha internet e, através de um cabo ligado no computador, a internet funcionava. Mas era muito lenta e cara.

 

“Então, as pessoas que tinham a internet discada tinham muitos problemas, porque a linha caia muitas vezes durante a noite, fazendo com que elas não conseguissem acompanhar sempre o grupo.

 

E foi neste momento que ele teve a sua mais brilhante idéia. Criar um site que falava apenas sobre isso. Que reunisse o que havia de melhor de suas pesquisas, então as pessoas poderiam ver o site na hora que fosse mais fácil, e deixar comentários que acrescentassem mais ao assunto. Assim surgiu o Digital Drops. No começo, foi muito difícil, porque ele tinha que divulgar o site e as pessoas esqueciam o nome, não deixavam recados e ele nunca sabia se ele estava escrevendo coisas úteis. Ele até pensou em desistir, mas seus amigos pediram muito para ele continuar. E ele seguiu em frente, sempre pesquisando mais e mais, e se dedicando ao extremo para produzir um conteúdo inteligente.

 

Aos poucos, o site foi ficando conhecido, e pessoas que ele nunca tinha sequer conversado passaram a virar fãs do que ele escrevia. E se inspirando a escrever também, vejam só! E ele foi ficando conhecido no meio digital, e tomando mais gosto pelo que fazia. Ele chegou a ganhar prêmios por conta do site, as empresas o chamavam para opinarem sobre suas novas criações, viajou o mundo atrás de novas tecnologias. E ele seguiu assim e foi feliz, pra todo o sempre.

 

Moral da historia: corram sempre atrás das coisas que vocês gostam. Elas vão lhe trazer os melhores frutos.”

 

_Aiai... – suspirou Nicole

_Mas vovô... o que aconteceu com ele? Onde ele está hoje?

_Ahhh João, hoje ele vive na casa dele, ainda interessado pela tecnologia, mas hoje em dia ele mais faz uso delas do que escreve.

 

_Crianças! – Clara chamou – Está na hora de ir. Se despeçam do seu avô!

As crianças se despediram e deixaram Nick sozinho. Ele se aconchegou na cadeira e cochilou, com as suas melhores lembranças passando pela sua cabeça.

Das coisas de 2008

December 17th, 2007 (02:21 pm)
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Eu não sou muito de fazer metas de Ano Novo, uma vez que eu tenho plena certeza que nem vou cumprir. Porém, há coisas que eu realmente gostaria de tentar experimentar, outras que eu realmente deveria fazer, embora eu não goste... Let's try

Das coisas que eu quero
01. Comer no Pizza Hut
02. Sair mais
03. Tirar mais fotos
04. Ler mais livros
05. Fazer um last.fm
06. Fazer um TCC bom
07. Dividir melhor meu tempo
08. Levar a academia a sério



Das coisas que eu preciso
01. Fazer o maldito exame de sangue
02. Arrancar os cisos
03. Ir ao dentista
04. Comer melhor
05. Beber mais água
06. Levar o dermatologista a sério
07. Comprar um celular

Presentes

December 7th, 2007 (11:48 am)

~> 1UP da Babu
~> Os Padrinhos Mágicos da Camila
~> Uma lata de tinta da minha mãe
~> Sabonetes e um baldinho de metal da tia Dulce
~> Uma blusa preta da tia Vera
~> Uma blusa rosa da vó Beny
~> $$$ da vó Alice
~> Mais uma blusa rosa
~> Mais sabonetes
~> um biquini [e não é que eu tava precisando?]
~> uma caneca da Marta


e soh >_<
por enquanto =D

Dois patinhos na lagoa

December 5th, 2007 (04:14 pm)
confused
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current mood: confused

Faltando menos de 48 horas para a minha virada de ano pessoal, em meio a algumas turbulências (falta de quarto, trabalhos finais e crises existênciais), eu ainda não sinto a excitação de ver a queima de fogos de artifício da sacada da minha vida.

Eu tenho consciência de que cada dia é um milagre, ainda mais se tratando da garota-que-sobreviveu-a-uma-rubéola-sem-sequelas, mas partindo desta linha de raciocínio, eu teria que comemorar todos os dias. E isso é particularmente impossível para a minha festiva [not] pessoa.

Obviamente que, como todo ano, 2007 teve suas tempestades e arco-iris. As vezes até cheguei ao pote de ouro no final. Hoje eu não sei como viveria sem meu tesouro terapêutico. Eles fizeram com que eu me sentisse a mais querida das criaturas, mesmo de longe, por e-mail ou sms. E me fizeram reavaliar toda a concepção de amizade que eu defendia. O motivo mais forte para querer comemorar alguma coisa está em cada um deles mas, por não poder reuni-los, essa vontade perde um pouco a força.

No âmbito amoroso, uma montanha russa com mais baixos do que altos. Baixos o suficiente para acreditar que nunca mais sentiria o vagão subindo,o frio na barriga e a expectativa de estar no ápice. Mas o sentimento de que talvez o carrinho esteja chegando ao fim da viagem me traz uma mistura de alívio e tristeza.

Reformas, trabalhos, viagens. Tudo em abundância. Porém, o ano foi um tanto quanto emo também. E eu não sei explicar bem o por quê.

Tem alguma coisa que me impede de comemorar, e eu ainda não identifiquei o que possa ser. Mas talvez seja melhor assim. Ás vezes vale mais passar um dia especial com aqueles que realmente participaram da jornada [mesmo que através de uma tela] do que armar um circo para pessoas que não sabem diferenciar o sorriso de uma lágrima.

To-Do List - Update

November 27th, 2007 (12:17 pm)
cheerful
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current mood: cheerful
current song: One After 909 -The Beatles

Até o final do ano...

~> Escolher o local do meu aniversário de sexta
~> Fazer a lista de convidados da festa de sábado
~> Comunicar a família sobre meu aniversário do domingo
~> Comprar as coisas para a sacolinha de Natal
~> Arrumar o guarda roupa, INCLUINDO os documentos e contas
~> Comprar presente de Natal do meu pai

~> Comprar presente de Natal da minha mãe
~> Comprar presente de Natal do anjinho
~> Comprar presente de aniversário da Marta

~> Escolher meu presente de aniversário / Natal
~> Comprar um celular decente
~> Comprar decoração de Natal
~> Decidir destino pro Ano Novo

~> Passar em Estratégia Empresarial

Fechei o ano bem, sem nenhuma pendencia pra 2008! /o/

Alone

November 20th, 2007 (03:09 pm)
lonely

current mood: lonely

F5 F5 F5 F5... Nenhuma mensagem nova, diz o Outlook.
O celular chamado está desligado ou fora da área de cobertura, diz a mocinha da Claro.
Silêncio no telefone.
Ninguém no Twitter.

Comofas parar de se sentir sozinho no meio da multidão?

Fight Club

November 13th, 2007 (03:39 pm)

Eu sou uma daquelas pessoas que levou 8 anos para ver Clube da Luta [o link contém spoilers]. E, hoje eu posso dizer, eu não devia ter demorado tanto. O longa não é nenhuma super produção hollywoodiana, nem tem efeitos especiais fantásticos. Mas ele cutuca o espectador na boca do estômago. deixa aquele gostinho ruim de "que merda eu tô fazendo da minha vida". Um filme que toda pessoa deveria ver uma vez na vida, mesmo que para discordar inteiramente. Principalmente todo menino.

Sim, é basicamente um filme para meninos. E eu, como Marla, não entendo a fundo o Clube da Luta. Entendi todo o propósito, a ideologia, os motivos... Mas eu não tenho testosterona para senti-lo.

E, como Tyler, eu gostaria de me livrar de todas as redes da sociedade e opiniões formadas. Das marcas e status. Juro que eu olhei pro meu Nintendo DS com outros olhos. Ok, por alguns segundos. Mas olhei.

Qualquer que seja sua opinião sobre a vida, veja Clube da Luta. E se veja, nem que por alguns segundos, com um olhar mais livre e talvez esquisofrênico.

Sobre ontem...

November 8th, 2007 (11:52 am)

Resumidamente, eu sai do serviço, passei na bomboniere, comprei minhocas de gelatina pro meu irmão, passei na perfumaria, comprei shampoo e fui pra casa do Otavio [debaixo de sol]. Ai cheguei lá, a gente foi comer, voltou e eu fui fazer a prova de estagio da Abril [OITENTA questões].



Chegando em casa meu pai anuncia que vai desligar a net por três dias. T-R-Ê-S.

Peguei o ônibus, cheguei em casa e fui tomar banho / me trocar. Ai minha mãe ficou de putaria porque minha roupa isso, meu cabelo aquilo. BELEZA.


Cheguei no SESC, joguei ds durante a solenidade toda, menos na hora de subir no palco. Fotos. Beto reclamando da minha roupa. Diretor tirando uma com a minha cara. Eu tirando com a cara do diretor (sim o diretor da facul). Minha tia me dando pito achando a MAIOR FALTA DE RESPEITO EVER. Mas ele tava me tirando oras. Isso ela nem repara.


Ai eu fui com a minha mãe até o Gonzaga; porque ela tem um evento de ikebana em sp no final de semana e queria comprar blusas. OKEY. Eu ODEIO fazer compras. ODEIO ver vitrine. Mas tuuuuuuuuuuuudo bem, lá fui eu...

Ai chega lá ela diz q não sabe o q quer. Fiquei puta. Se você quer blusa, é blusa. Não vestido. Muito menos calcinha. Ela resolveu q queria um pijama. Lá foi a idiota procurar 843750984 camisolas... Porque 'eu conheço mais a Marisa q ela'. Ai ela fez cara feia pra tudo. ABSOLUTAMENTE tudo.

Okey. Vamos pra Besni...

Eu GARIMPEI blusa em tudo quanto era arara. Tipo, TODAS. Até a de peças desprezadas no provador. Ai ela experimenta. Ai ela fica reclamando da cor, do modelo, do preço. Ai ela acaba levando uma rosa e uma cinza.

Ai ela resolve que quer uma sapatilha. Ai ela não gosta, porque ela põe a calça no joelho pra ver como fica. Ai eu falo que não importa, porque ela vai usar com calça [só uma idéia]. Ai ela se irrita e não leva a sapatilha. BELEZA.

Ai ainda resolve passar na C&A. E na Americanas.
E no shopping. E minha paciência em -15.

Chegamos em casa [eu pagando a condução dela, lógico] e ai ela foi experimentar as roupas.

Ai ela vem do quarto com uma blusa MINHA. Eu olhei e falei 'uatafoca você tá fazendo com a minha blusa?'

Ai ela diz q ela ME DISSE q ia levar uma calça bege social pra ter uma opção, caso as pessoas se arrumem mais. Pra ela não usar jeans. Ai eu digo NAUM DISSE. Ela diz DISSE SIM. Ai ela ficou com cara de cu. Ai eu falei SE VC TIVESSE DITO Q IA LEVAR A CALÇA BEGE, EU NAUM DEXAVA VC COMPRAR UMA BLUSA CINZA. AO MENOS Q VC GOSTE DE UNIFORME. Ai ela fez mais cara de cu. Pegou outra blusa minha. E eu fiquei MUITO puta, porque eu podia fazer coisa muito melhor do que andar na bosta do Gonzaga com alguém q não sabe o q quer e não agradece.

Wordless

November 1st, 2007 (04:43 pm)

Eu poderia escrever sobre um milhão de coisas. Eu poderia proclamar minhas impressões sobre os últimos acontecimentos mundiais. Poderia relatar sobre a semana mais turbulênta do ano. Poderia opinar sobre a última aparição da Britney-shameless. Sobre minha série favorita. Resenhar sobre meus jogos do DS. Talvez uma receita. Inveja, discórdia, dores de cotovelo. Compor sonetos. Crônicas sobre o cotidiano. Reclamar sobre a quantidade de coisas que eu tenho a fazer até o final do ano. Fazer analogias com o livro que estou lendo. Discursar sobre meu cabelo.

Mas eu prefiro dizer apenas: Obrigada!

Às pessoas que fizeram este fim de semana compensar os cinco dias que precederam ele.

Textos Prontos

November 1st, 2007 (04:42 pm)

Quem nunca se identificou com os célebres parágrafos do Soneto de Fidelidade, de Vinicius de Moraes? Ou ainda da Crônica do Amor, escrita pelo Arnaldo Jabor? Músicas, poemas, frases, monólogos inteiros caem como luvas em determinados momentos de nossas vidas.

 

Acho incrível como existem pessoas que conseguem traduzir exatamente tudo que vem a nossa cabeça e não conseguimos expressar. Ou pior, expressamos errado. Então, é perfeitamente comum que se tome emprestadas as palavras alheias, ou melhor, a colocação em seqüência das palavras alheias para justificar sentimentos, ações e opiniões.

 

Mas, em contra partida, me vem a pergunta: por que não escrever os próprios textos? Afinal, teoricamente, ninguém sabe melhor de você que você mesmo. Imagine se todas as pessoas tentassem entender e exprimir o que sentem ao invés de ler 37 livros de poesia para sugar uma estrofe e copiá-la num cartão.

 

Imagine quantas pessoas já receberam um cartão / carta com a frase "O amor é fogo que arde sem se ver". Ou ainda "Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção". Será que todo amor é igual? Exatamente igual? Seria tão difícil colocar palavras em uma ordem lógica e compreensivel? Obviamente que pode ter alguma réplica em algum outro texto, afinal o número de palavras é finito. Mas não e muito gratificante exibir uma carta que contenha o que você realmente pensa do que uma letra de música do Jota Quest?

 

Ou será que sou eu, com essa mania incorrigível de personificar tudo, que está pedindo demais?

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